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Segunda-feira, Novembro 19, 2007
Pena que você não sabe mais brincar.
Tão bom quando eu podia falar bobeira, contar um sonho safado e darmos risada de tudo isso sem amarras, sem intervalos racionais...
Saco ter que mudar de hábito, medir palavras, deixar mais um pouco de nós pra trás.
Postado por Sunflower às 10:24 AM
Quinta-feira, Novembro 15, 2007
Conversando Luz
É muito bom jogar conversa fora, conversar bobeira, fofocar um tiquinho (não vou mentir que faço isso também). Mas não há nada como passar algumas horinhas da semana só falando de coisas boas, incentivando as pessoas a serem melhores, a darem a volta por cima ou, simplesmente, sobreviverem.
Não tô falando isso pra tirar onda de boazinha ou pra dizer que sou uma pessoa mais evoluída por causa disso. Mas é que tem outro livro “O Segredo”, não aquele famosão (que curto muito também), mas outro baseado na Cabala, que fala que o grande segredo do universo é compartilhar. Então, compartilho com vocês o que me faz muitíssimo bem – justamente compartilhar com os outros um pouco do meu amor.
Postado por Sunflower às 9:40 AM
Segunda-feira, Novembro 05, 2007
Um amor só cura com outro, é? Sei não. Não sei disso, não.
Bem que tenho me esforçado, mas só tenho tido decepções ultimamente. E o pior: parece que tô perdendo a noção das coisas! Quando acho que tudo tá se desenrolando pra uma possibilidade de romance, de "sorte de um amor tranqüilo", o cara pira geral na batatinha e se manda. Era o que me faltava - virar Joselita-Sem-Noção, enxergando romance onde não existe!
E, mais uma vez, dá aquela quebra na alma que só Vinícius traduz:
Sinto-me só como um seixo de praia
Vivendo à busca no cristal das ondas,
Não sei se sou o que não sou. Pressinto
Que a maré vai morar no fundo d’alma.
Calo-me sempre se te escuto vindo
Marulho de incerteza e de agonia;
Há crenças deslizando nos meus traços,
Molhando a estátua do meu sonho antigo.
Declino-me nas frases dos rochedos
Nas pérolas de som do inesquecer
Na incrível sombra da montanha adulta.
E ao me curvar ao peso da memória,
Descubro meu reflexo obscuro
Num soneto de espumas inexatas.

Postado por Sunflower às 11:55 PM