Conversando água, nada com nada, filosofia barata, conversa de botequim.

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Sábado, Junho 23, 2007

Tudo o que eu queria agora é que o tempo voltasse.
Tudo o que eu queria agora é que Deus aparecesse em carne, osso ou qualquer sonho e me dissesse que eu posso ir firme, que eu vou encontrar o que desejo.
Tudo o que eu queria agora é não ter essa sensação de que nada valeu a pena e de que minha crença é uma piada.

Postado por Sunflower às 11:10 PM

Quinta-feira, Junho 14, 2007

Mais um da série "o que você pedir, vai receber, Pollyanna". Sigo pedindo:

Sonhei com o amor...
Olhar que me diz tudo,
Sem nuvem ou dúvida,
Sem malícia ou rudeza.
O sorriso arreganhado, escancarado de quem não tem medo de mostrar que é feliz.
A boca doce e suprema,
que ousa dizer as piores putarias quando me come,
e as palavras mais singelas quando me quer encantar.
O corpo se estica em minha direção,
bicho alerta no cio,
e não descansa enquanto não roça a perna, o braço, a mão em mim.
Adora meu cheiro e meu toque,
e escreve os poemas mais loucos que rimam beleza e princesa, e ri-se de seus próprios versos delirantes,
dizendo que só um amor tão louco pare versos tão loucos.
E acorda assustado no meio da noite.
E então me diz que teve um pesadelo no qual me perdia,
e me guarda num abraço junto ao peito,
e suspira um suspiro de alívio porque estou ali.


Postado por Sunflower às 11:19 AM

Segunda-feira, Junho 11, 2007

"Amar é uma Decisão"
(ou "pra quem não sabe amar, vive esperando alguém que caiba no seu sonho")

Você gosta de chá de camomila; ele, de coca-cola.
Você curte Brecht; ele, cordel.
Você só usa grife; ele, sandalinha havaiana no pé dia e noite.
Você fala pelos cotovelos; ele é calado que só um côco.
Mas você, seja por que já sacou que não existe essa coisa de "alma gêmea" ou por que cansou dos tipos que são iguaizinhos a você, mas que sempre dão no pé, decide investir nessa história de amor. É, os dois não combinam em nadinha, mas ele é um cara leal, divertido, honesto, trabalhador e, ainda por cima, lhe come como ninguém.
E aí, apesar dos pesares, das dificuldades, você decide se envolver, abrir mão de algumas coisas pra ver no que vai dar. E por ser otimista - ou romântica? - acha que o fato de você relaxar do lado de cá, vai fazer com que ele relaxe do lado de lá também. Todo mundo cedendo um tiquinho em busca da felicidade. Só que não é bem assim.
Muitas histórias vão ficando pelo caminho por que, nos dias de hoje, de tantas possibilidades sexuais e afetivas, a gente prefere contatos mais superficiais, prefere rodar mais e ficar menos, rodar mais e se envolver menos, rodar mais e correr menos riscos de se ferir.
Essa vai pros que sempre correm riscos, sempre acreditam que pode dar certo. Nem sempre se dão bem, mas guardam essa sensação aliviada de terem dado o melhor de si.
Vai também pro Duda, autor da frase que dá título a este textículo. :)

Postado por Sunflower às 10:16 AM

Quinta-feira, Junho 07, 2007

Reencarnação tem a ver com construir novos caminhos com humildade e paciência, tentar de novo. E, pelo que todo mundo fala, a gente já vem com esse plano de melhoria traçado, organizado, cheio de boas intenções. Mas, como diria o ditado, "de boas intenções...".

Então, eu acho que um dos projetos com o qual eu vim não é lá muito grande, mas, definitivamente, mexe pra cacete comigo: melhorar o meu timing pra falar sobre as coisas que me incomodam.

Sou danada pra acumular lixo mental, rezar pra que os problemas sumam, sem que eu tenha que me indispor com ninguém. Prefiro respirar fundo e evitar a agressividade.

Dá em merda? Quase sempre. E, mais uma vez, eu fiz isso nos últimos dias e não me reconheci no meio daquela panacéia toda. Questão de honra mudar isso. Me aguardem.

Postado por Sunflower às 12:42 PM